11
maio

Advogado de São Luís é apontado como mandante do assassinato do vereador de Maranhãozinho

Mais de duas semanas após o crime, o Blog do DC teve acesso exclusivo a documentos e obteve relatos que contam com riqueza de detalhes a execução de “Jango”.

Vereador estava com seu vaqueiro “Neném” em sua caminhonete Chevrolet S10 4×4 quando foi alvejado…

Um advogado que mora em São Luís, filho de um Promotor de Justiça aposentado com sobrenome político muito conhecido no interior do Maranhão é apontado como mandante do assassinato do vereador João Pereira Serra (PSD), também conhecido como “Jango”, do município de Maranhãozinho.

O crime ocorreu por volta das 6h da manhã do último dia 23 de abril em uma estrada vicinal na zona rural do município de Santa Luzia do Paruá, quando o parlamentar saía da fazenda do pai dele [João Serra] em sua caminhonete Chevrolet S10 4×4, rumo à BR-316.

Após 17 dias do assassinato, o Blog do Domingos Costa teve acesso exclusivo a uma “documentação” e obteve relatos de fontes fidedignas que contam com riqueza de detalhes tudo que aconteceu antes, durante e depois da execução do vereador “Jango”, crime de grande repercussão estadual que chocou a Região do Alto Turi.

De acordo com o documento que o Blog do DC teve acesso, o crime foi minuciosamente planejado e envolve diretamente três pessoas: dois executores e um mandante, este último possuía desavenças com a vítima.

– O crime

Na ocasião do crime, “Jango” estava acompanhado do seu vaqueiro identificado como “Neném”. Sentado no banco carona, o “pião” conseguiu escapar da emboscada e hoje está sob proteção policial em local não informado.

Em depoimento a equipe da Polícia Civil que investiga o caso, “Neném” [a testemunha ocular] contou tudo o que viu antes do seu patrão ser assassinado por vários tiros. Segundo “Neném”, ele e “Jango” seguiam pela estrada vicinal quando avistaram dois homens, um deles foi logo reconhecido a certa distância.

Trata-se do vaqueiro conhecido como “Nó Cego”, que estava acompanhado de outro homem desconhecido, ambos em um ponto estreito e, portanto, estratégico da estrada de terra.

“Aquele não é o ‘Nó Cego’ que está com uma arma na mão apontando para o carro?”, questionou o vaqueiro “Neném” ao vereador “Jango”. Quando o parlamentar diminui a velocidade do seu veículo para entender o que estava acontecendo foi logo surpreendido com vários disparos de revolver calibre 38 e uma arma calibre 12.

– O mandante e a motivação

“Nó Cego”, apontado como sendo um dos executores, que atirou em direção a S10 4×4 antes mesmo do veículo parar, é funcionário – uma espécie de capanga – do advogado apontado como mandante do crime. “Nó Cego” é, também, caseiro da fazenda do mandante, empreendimento este que o advogado “herdou” do seu pai ainda em vida, um senhor já idoso.

A propriedade sob o controle do advogado fica localizada ao lado da fazenda do seu João Serra, pai do vereador “Jango”. Foi, exatamente, as cabeças de gado da fazenda que pertencia ao Promotor de Justiça aposentado o motivo das desavenças entre o vereador assassinado e o advogado.

De acordo com informações repassadas ao Blog, o Promotor de Justiça aposentado conhecia “Jango” desde a infância e possuía estreita relação com a família dele, o que desagradava o advogado herdeiro.

– Ameaça 10 dias antes

“Jango” foi crivado de bala com uma arma calibre 12…

Precisamente dez dias antes do assassinato, o clima que já era ruim entre o vereador e o advogado por conta de gado e ciúmes da relação de “Jango” com o promotor aposentado, se agravou após uma discussão que eles tiveram na estrada que dá acesso às fazendas.

As chuvas fizeram a via quase que cortar e ficar praticamente intrafegável. Um caminhão com gado da família de “Jango” acabou atolando em meio ao lamaçal. O advogado passou pelo local e ao se deparar com a cena teve uma discussão áspera com o vereador.

Então, em seguida, advogado foi até a Fazenda do pai da vítima – que não estava mais lá – e mandou um recado [leia-se ameaça] via seu João Serra. “Eu vou dar um presente para teu filho”, disse o homem que vinha ser o mandante do crime dias após.

E MAIS…

Do interior da caminhonete de “Jango” foi roubado o valor de R$ 8 mil reais e um revolver; “Jango” e seus irmãos eram considerados como filhos pelo Promotor de Justiça aposentado; Os familiares com ajuda de amigos seguiram as pegadas dos executores , e essas, direcionavam até a Fazenda do advogado que fica nas proximidades do crime; O gerente “geral” da Fazenda do advogado – que não teve o nome divulgado – pediu as contas após a morte do vereador; O pai e a mãe da vítima, bem como o promotor aposentado estão, todos, em estado de choque; O advogado e seu capanga, “Nó Cego”, são muito conhecidos na cidade de São João Batista-MA.

LEIA TAMBÉM:

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