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ago

Oito perguntas e suas devidas respostas sobre o ‘caso Cajueiro’…

Quase todas já tinham feito acordo com a empresa para sair. Restaram 11 famílias. Foram elas o alvo da desapropriação desta semana.

Com a reintegração de posse de famílias na comunidade Cajueiro, uma série de versões surgiu nas redes sociais, criando confusão de lado a lado. Nós fomos apurar o que é verdade e o que é mentira em meio a tanta polêmica.

Veja abaixo:

1. Quantas famílias foram desapropriadas?
Onze. Foram estas o alvo da ação judicial.

2. A área da comunidade tradicional foi afetada?
Não. As famílias dessa área permanecem e permanecerão no local.

3. A reintegração de posse foi pedida pelo governador Flávio Dino?
Não. Foi pela empresa que vai construir um porto no local. A área pertence a essa companhia.

4. Mas o governador não podia se recusar a mandar a PM?
Não. Decisão judicial é obrigatória. Ele poderia ser alvo até de impeachment.

5. E para onde vão as 11 famílias?
Vão receber aluguel social da empresa e cestas básicas até que a casa definitiva que vão receber esteja pronta. Também terão oferta de emprego.

6. Já houve outras famílias desapropriadas anteriormente?
Sim, no mesmo terreno, também fora da área tradicional. Elas fizeram acordo com a empresa e receberam indenizações, além de aluguel social e outros benefícios.

7. É verdade que um morador da Península estava entre os ocupantes?
Sim, ele havia invadido a área para tentar lucrar. Ele não foi incluído no acordo feito entre a empresa e os moradores.

8. Quantas casas havia lá?
Havia 21 posses (sem contar a do morador da Península), mas nem todas eram habitadas. Das 21 unidades, 17 são casas e 4 são terrenos cercados. Dez casas não estavam habitadas.

+E MAIS…

As famílias que moram na área tradicional da comunidade Cajueiro não estão no centro da polêmica envolvendo a reintegração de posse na região. Isso porque elas não foram atingidas pela decisão judicial. A reintegração de posse determinada pela Justiça se refere a 11 famílias que foram para a área em 2016. Há três anos, portanto. As que moram há décadas na área não foram e nem estão sendo alvo de pedido de reintegração de posse. O pedido foi feito pela empresa que vai construir um porto na região – o Terminal de Uso Privado (TUP) Porto São Luís. É ela a dona do terreno. Esse pedaço da área tinha cerca de 80 famílias, que foram para lá em 2016.

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